Não percamos tempo meus caros, arrumando mais problemas. Concentremo-nos nos próprios que já arrumamos! Já diziam os mais sábios. Mania nossa de nunca ouvir conselhos e de nos acharmos tão auto-suficientes para nunca, nunca mesmo, ouvirmos nada ao nosso redor. Quando sua mãe te diz, filho não saia na chuva porque vai pegar um resfriado, você sai com mais vontade ainda. O mesmo se aplica quando seu namorado te diz, não vai, e você vai, e quando você vê, ele se foi. Não só conselhos práticos, mas dicas de que o que estamos fazendo ou pretendemos fazer é errado e vai dar mais errado ainda. Por que simplesmente não ouvimos e paramos? Porque dar o braço a torcer é difícil demais, sinal de fraqueza, de falta de coragem. Será? Ou não se trata de mais um caso típico de problema que você mesmo inventou? A maior parte dos nossos problemas poderia ser evitada se ouvíssemos mais e falássemos menos, se consertássemos mais e quebrássemos menos, se enxergássemos em cada erro uma oportunidade, em cada não, uma precaução, em cada conselho, experiência. Em tudo, ouvir é sempre melhor do que falar. Ouvir o que está ao seu redor e não somente palavras sólidas, ouvir o que o céu escuro está dizendo, o que o olhar daquela pessoa grita, o que o chocolate delicioso e calórico denuncia, o que o seu coração diz. Ouvir cada pequeno detalhe do universo, ouvir as entrelinhas, para que nunca mais tenhamos que ouvir aquela maldita frase: "Eu te avisei."