Muitos beijos e até a próxima (ou até meu tempo acabar de novo), Lari.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
O retorno
Ouvi dizer que escritores são complicados, que precisam de tempo e de espaço, que são temperamentais e enjoados, que precisam de um milhão de fatores para poderem escrever, bom, eu não sei se isso é verdade porque me auto-titular "Escritora" não é uma tarefa muito fácil para mim, portanto não sou uma escritora de fato. Mas pelo que eu ouço e vejo (e sinto por experiência própria), escrever leva tempo, mas não tempo contado no relógio, tempo de preparação, de inspiração, de vontade, tempo psicológico. E por esses fatores eu abandonei meu querido e amado blog, mas hoje acordei com vontade, vontade de reatar meus laços aqui por isso esperem novas atualizações, novas histórias, novas aproximações.
domingo, 6 de junho de 2010
Pequeno post de domingo
Sabe quando você acorda de manhã tentando (inutilmente) se lembrar do que diabos fez na noite passada? Não se assuste e não se arrependa, pelo menos você fez. Millôr Fernandes disse: Viver é desenhar sem borracha. Genial não? Cada dia que vivemos é menos um na contagem da nossa vida, não deixem nenhuma oportunidade passar, não digam não para tudo, se arrisquem, se aventurem, não se arrependam de nada pois tudo o que fizeram, principalmente as pequenas coisas, te levaram até aqui hoje, mesmo que não seja exatamente a onde queria estar é a onde escolheu estar, então se não gostou, escolha estar em outro lugar mas não tenha medo de errar, não tenha medo de sentir o sangue correr pelas veias, não tenha medo do amanhã pois ele é mera consequência do seu hoje.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Ainda há de haver...
"Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma ideia vale uma vida
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde Deus colocou
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá"
Moça bonita!
Síndrome de Down (ou trissomia do cromossoma 21) é um distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo extra total ou parcial. A síndrome é caracterizada por uma combinação de diferenças maiores e menores na estrutura corporal. Geralmente a síndrome de Down está associada a algumas dificuldades de habilidade de conhecimento e desenvolvimento físico, assim como de aparência facial. A síndrome é geralmente identificada no nascimento. A síndrome de Down é um evento genético natural e universal, estando presente em todas as raças e classes sociais.
O nome é Síndrome de Down, não retardamento mental, nem mongolismo (se é assim que se escreve), se trata de uma anomalia genética natural, que pode acontecer com maior chances em casamentos consangüíneos. Mas o fato a ser discutivo não é como ocorre, nem porque ocorre e muito menos culpa de quem, o que deveria ser exposto em todos os lugares é: Ser diferente é normal!
Há muito tempo se houve falar em inclusão social, mas você sabe o que é incluir alguém na sociedade de fato? Você já fez isso por alguém? Ou não, já excluiu alguém por não concordar com ele ou por simplesmente não conhecê-lo. Ou pior ainda, já viu acontecer e não fez nada?
Tia Lulu, tem 40 anos, é baixinha, gordinha, teimosa, carinhosa (até demais), cuidadosa e prestativa, aé, ela tem Síndrome de Down. Vocês podem pensar, grande coisa, por que isso faz dela alguém melhor? Não faz dela melhor e muito menos pior, só a fez...especial. Quando era pequenininha mina avó a colocou em uma escola da cidade. Na época quando uma criança era diagnosticada como portadora da síndrome não se esperava que ela fosse viver por muito tempo que dirá pensavam em adaptar o nosso mundo para eles. Ela precisava estudar, e com outros filhos em casa minha avó não podia cuidar só dela, então lá foi a Lucinha pra escola. Até que um belo dia uma conhecida da vovó apareceu na porta da casa dela com a Lulu, aquela menininha miudinha e sorridente, a cidade era muito pequena, todo mundo se conhecia por lá, então quando a moça passou no parquinho na rua de trás e viu a dona Lúcia brincando lá sozinha tratou de levar a danada pra casa. Minha vó ficou besta de saber que ela tinha fugido da escola e estava sozinha perambulando pela cidade, depois do incidente ela saiu da escola e só voltou a estudar anos mais tarde quando elas se mudaram pra cidade vizinha, Ribeirão Preto. Lá a cidade era mais desenvolvida e tinha a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). Lá ela aprendeu muito, desenvolveu a fala, melhorou a meneira de andar, de interagir com as pessoas, aprendeu artesanato, a brincar, a ser feliz. O tempo passou e eventualmente a Lulu teve que sair da escola, mas por problemas de saúde e não porque a escola não a queria mais, na verdade minha mãe trabalha na APAE de Uberlândia e lá têm vovô Down.
Contar pra vocês um pedacinho da história da Lulu foi só pra vocês verem o quanto ela era uma criança normal na idade dela, e até normal demais, pra fugir da escola e ir brincar sozinha, e o quanto mudou de lá pra cá. Hoje em dia existem lugares especializados no desenvolvimento deles e não se enganem não, eles podem brilhar e muito, alguns aprendem mais rápido e são até inseridos no mercado de trabalho, outros ficam na escola mais tempo e contribuem lá mesmo, o importante é saber que a inclusão não acontece só lá, mas principalmente aqui de fora. Não é só sorrir pra eles na rua e dizer "Ah, que bonitinho!", é dar oportunidades pra eles mostrarem o quanto são especiais e podem ser excepcionais em muitas áreas. A Tia Lulu é o meu anjo aqui na Terra, na verdade ela é um anjo pra todos nós da família. Se você está chorando ela vai logo atrás te beijar e fazer carinho até você sorrir, e não é só ela, e isso é o que os torna tão especiais comparados ao resto de nós, eles sorriem sempre e fazem todos sorrir em volta, são batalhadores desde que nascem, e extremamente puros e livres das malícias do mundo que nós acumulamos aos poucos. Nunca ficam estressados por banalidades e se ficam bravos é porque não fizemos o que eles queriam na hora que eles pretendiam, sabe assim, que nem criança? Pois é, eles são assim, crianças pra sempre. E alguém consegue não sorrir quando uma criança sorri de volta? Alguém consegue não gostar delas? Então porque com eles têm de ser diferente?
Tá vendo a moça bonita do vídeo aí em baixo? Ela sabe que tem Down e se orgulha disso, quando as pessoas pararem de usar as palavras "diferente", "estranho", "incomum" para definir os outros, vão descobrir um mundo novo a sua volta, cheio de pessoas maravilhosas e motivos pra acreditar que ainda há esperança e motivos pra se viver.
Assinar:
Postagens (Atom)

